25 de março de 2011

MORRER...

Morrer.
Que significa isso?
Na verdade a morte é um mistério impressionante. Você aspira e inspira o ar, enche e esvazia seus pulmões, irriga todo seu corpo com o oxigênio imprescindível à vida e anda, fala, pensa, enfim existe sobre a face da terra. Quanto tempo? Não sabemos. Como? Também não sabemos, porque como a morte é um mistério, a vida também o é.
Interessantemente, numa hora estamos vivos, no instante seguinte podemos morrer. Agora respiro, daqui a um átimo de segundo posso não mais praticar qualquer movimento que seja, o mínimo que seja.
Para mim o mistério da morte está no fato de que nós não sabemos e nunca saberemos o que se sente no extremo momento de deixar esta vida. Nunca conseguiremos antecipar estes sentimentos, ninguém pode fazê-lo. Quem diz que pode, ou está inventando ou é mentiroso. Mas isso é ruim ou é bom? É ruim porque somos curiosos e é bom porque não precisamos ficar impressionados com nosso próximo passo rumo a morte.
Certeza, todos morreremos fisicamente. Incerteza, como e quando morreremos não sabemos. Deste modo, que fazer, esperar que este mistério faça parte de nossas existência e que nós estejamos preparados para ele, no momento em que ele ocorrer.
Um fato bom da vida e da morte é termos a certeza de que Deus está no controle de todas as coisas sobre a face do universo. Saber que nem um fio de cabelo cai de nossa cabeça sem que Ele o saiba, e saber que Ele faz questão de ter o controle do mundo e da humanidade em suas mãos. Assim, podemos viver uma vida de descanso nos braços do Senhor e Salvador nosso, o Deus Criador do mundo, tudo que nele há e todos os que nele habitam.
A maior loucura do mundo é não saber de onde viemos, onde estamos e para onde iremos. Quer saber? Quer desvendar o mistério da vida? Deixe que Jesus seja Senhor dela e fique sabendo todas estas respostas desde já. O inimigo vem para roubar, matar e destruir, Cristo Jesus veio para que tenhamos vida e vida em abundancia. Existe uma pergunta que soa em nossos ouvidos todo tempo: onde passaremos a eternidade? Faço outra pergunta agora ante o mistério da morte e da vida: onde estarei na próxima hora de minha existência.
Morrer. O que significa morrer?
SDG!
(Rev. Maurício Ferreira)

10 de março de 2011

PESCADOR PECADOR OU PECADOR PESCADOR?

Nossa temática neste post é uma questiúncula que se levantou estes dias em meu coração, pensando no chamado de Pedro, André, Tiago e João.  homens rudes, indoutos, incautos, brutos na linguagem da juventude de nossos dias. Homens simples e profissionais num área difícil em todos os tempos, mas muito mais difícil naqueles dias em que Jesus militou em nosso meio como Filho do homem.
Moro numa cidade pesqueira, moro muito próximo ao caís da cidade. Quando saio de casa para orar no templo, pela manhã, encontro-me com pescadores que rumam ao cais, para apanharem seus barcos e saírem ao largo para, após, alguns dias trazerem estes barcos cheios do seu produto de seu árduo, mas profícuo, trabalho, peixe ou camarão. Penso naqueles primeiros selecionados por Jesus e os vejo nestes crestados pescadores hodiernos. Também homens rudes, pobres, simples, mas tremendamente trabalhadores, e visualizo o quanto gostam da profissão, o que se nota quando os ouvimos falar apaixonadamente dele.
Certa vez um amigo e colega de ministério, colocou como lema de seu trabalho numa igreja a seguinte frase: "Caiu na rede é pescador" (Wil Baeta). Gosto desta frase, e acho que ela traduz este texto dos evangelhos sinópticos: Mateus, Lucas e Marcos.
Mas voltemos a questiúncula tema deste post. Pescador pecador ou pecador pescador? Na verdade isto se dá por um processo nas mãos do oleiro da vida cristã: Jesus Cristo. Já imaginou o que Jesus fez com aqueles homens? No livro de Atos os vemos pregando um evangelho expansor, um evangelho que alcança além das fronteiras de Jerusalém. Vemo-los propagando a fé em Jesus na Antioquia e em outros rincões por amor da cruz, amor ao Senhor Jesus que morreu na cruz pelos nossos pecados. Depois de separados, chamados andaram com Jesus, aprenderam sobre e com Ele a amar o pecador. Isso traduziu o chamado deles quando o Senhor lhes disse que viessem após Ele e Ele faria deles pescadores de homens. Dai de pescadores pecadores tornaram pecadores pescadores. De campo missionário tornaram-se missionários do reino divino. De evangelizandos passaram a ser evangelizadores. Foram discípulos para se fazerem discipuladores.
Hoje não é diferente. Jesu nos encontra laborando e pecando. Enfim nos acha trabalhando como pecadores que somos. Nos toma para si e faz de nós, que ainda continuamos susceptíveis ao pecado, mas agora redimidos, pecadores, sim, mas pecadores que trabalham, Enfim de "pescadores" pecadores, nas mãos do Agnus Dei passamos a ser pecadores "pescadores".
Quero te convidar hoje, meu amado leitor, a se deixar fazer de um ser sujeito ao pecado ainda, mas um "pecador" que passa a trabalhar para o mestre e Senhor Jesus Cristo. Talvez este texto te encontre como Levi na aduana alfandegária de Jerusalém. Talvez o apelo dele para sua vida é o mesmo de Jesus para aquele homem: vem! Ele, imediatamente deixou tudo e o seguiu. Temos, hoje para deleite espiritual, a pérola do evangelho de Mateus por causa deste desprendimento de Levi. Abra seu coração e deixe Jesus te conduzir a partir daqui como um "pecador pescador". Ele quer mudar radicalmente tua vida! Deixe! SDG!
Rev. Maurício Ferreira

8 de março de 2011

QUEM É O REI DA GLÓRIA?


CRUZADA EM COMEMORAÇÃO AOS 150 ANOS DA IGREJA PRESBITERIANA NO BRASIL
Estou neste momento ouvindo um cântico que declara em um de seus versos que “Jesus é o Rei da Glória...” do álbum “Passionate Bride” do Ministério Casa de Davi. Este cântico é baseado no texto dos Salmos vinte e quatro. Estou assentado numa varanda, olhando para uma profícua e gratificante natureza, numa fazenda denominada “Peniel”. Gênesis 32.30-31 nos diz assim: “Àquele lugar chamou Jacó Peniel, pois disse: Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva...”. Neste lugar, Jacó lutou com o anjo e foi abençoado. Deus muda a sorte de Jacó naquele dia. De Jacó ele passa a chamar Israel. De enganador, ele passa a chamar-se príncipe de Deus.
Portanto, tenho ou não razão em de repente pensar nas coisas do homem, e visualizar a mão de Deus em nossa história num panorama tão magnífico assim? Certamente que sim, concluo.
Mas estamos numa época em que o mundo elege para si um rei. Este rei é um sujeito que precisa ter como característica a obesidade, a gordura dos olhos concupiscentes do ser humano, a característica da prosperidade humana. Este rei denominado “Momo” torna-se o rei do carnaval, o rei da cidade, pois recebe geralmente dos governantes destas a chave da cidade. Este rei pode ser deposto, principalmente se surgir outro mais gordo que ele. Pode morrer, principalmente se alguma enfermidade provinda da obesidade o acolher. Pode emagrecer e perder o posto. Enfim, este rei depende do homem, o próprio ou mesmo aqueles que estão ao seu redor. Se desagradar a algum de seus “súditos” pode deixar o posto.
Daí, nesta atmosfera singular em que me encontro, quando o mundo corre atrás de seu hedonismo pragmático e etéreo, penso que o Salmo vinte e quatro fala, consistentemente, do Rei da Glória assim: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória. Quem é o Rei da Glória? O Senhor, forte e poderoso, o Senhor, poderoso nas batalhas. Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória. Quem é esse Rei da Glória? O Senhor dos Exércitos, ele é o Rei da Glória.
JESUS É O REI DA GLÓRIA! Aleluia! Jesus é o Rei dos “reis”. Jesus é o Senhor dos “senhores”. Jesus não pode ser deposto de sua majestade, de sua soberania. Jesus morreu, ressuscitou e hoje vive à destra do Pai a interceder por nós. Jesus além de Rei é ainda nosso Sumo Sacerdote e também o profeta de Deus. Jesus é um Rei não eleito pelos homens, mas que em sua expressão maior de amor elege os seus amados para a vida eterna e abundante. Enfim, Jesus não está condicionado ao que o homem pensa, ou aos seus humores, mas à graça de um Deus que nos amou desde a criação do mundo. Tente conhecer a Jesus e depois ter a ousadia de não amá-lo como o Rei da Glória? SDG!
Rev. Maurício Ferreira

UM GRANDE PERIGO...


Outro dia vendo uma reportagem na TV, vi algo que me chamou a atenção. O prefeito da cidade do Rio de Janeiro entregava ao rei momo a chave da cidade e declarava que a cidade estaria sob o governo daquele rei. Ou daqueles que fazem desta festa uma razão de viver. Este ato simbólico significa que o governo da cidade está sendo transferido àquele que tem a chave da cidade. Assim, seria transferido ao senhor do carnaval, que é...
Minha preocupação não é com o fato simbólico, ele é aos meus olhos somente um ato político, mas é com o fato de que na verdade espiritualmente estamos deixando nas mãos do “senhor do carnaval” a nossa cidade, as nossas casas, ao permitirmos que nela entre as potestades do mal através das imagens horrendas que este período nos proporciona. Quando? Quando não oramos, não cultuamos a Deus, não glorificamos o Senhor da vida, e quando simplesmente nos resignamos ante os fatos que acontecem.
Somos de Deus, indubitavelmente. Somos seres do bem, incontestavelmente. Mas será que temos certeza destes fatos indubitável e incontestável de nossos corações? Não sei, sinceramente não sei. Vejo cristãos que dançam carnaval sob a bandeira de estar evangelizando, e na verdade está dando vazão a vontade da carne, e mesmo sob uma capa de gospel, estão somente fazendo o que todo mundo faz. É a ideologia pós modernidade. Quem monta bloco ou uma escola gospel não está evangelizando, está dizendo que o mundo está certo.
O rei momo tem a chave de nossa cidade. As potestades deste mundo tenebroso estão dando as cartas e conduzindo nossa vida. A polícia não reprime as coisas erradas. O governo sai de férias coletivas. As igrejas param suas atividades, deixam de orar, deixam de cultuar, deixam de evangelizar de forma prática. E a cidade, o estado, o país fica nas mãos dos vândalos sob a égide de satanás. Que Deus tenha misericórdia!
Minha sugestão, gospel, é que em vez de sairmos juntos no carnaval; de tentarmos falar a pessoas desorientadas num campo totalmente adverso; em vez de sairmos da cidade para realizarmos nossas fantasias nos retiros “espirituais”. Nós, na verdade evangelizemos de verdade. Durante todo ano, falemos de Jesus, da vida e denunciemos o pecado um ano inteiro. Quando chegar o tempo do carnaval, certamente algumas vidas não mais darão suprimento para o diabo. E se assim, fizermos todo tempo, se evangelizarmos todo tempo, não teremos que num átimo de drama de consciência, por termos negligenciado a evangelização durante o ano, sair em blocos “gospel” no carnaval. Mas poderemos ampliar nossas trincheiras nos retiros realmente espirituais, em oração e reflexão da palavra divina, descansando para reiniciarmos a batalha no tempo propício. Pense e me comente. SDG!
Rev. Maurício Ferreira