Um dia, caminhava certo homem por uma trilha desconhecida. Andava sem rumo, na verdade, sem saber o que era a vida, quem era ele e para onde na verdade desejava ir. Este homem havia nascido em tempo bom, vivia uma vida razoavelmente boa, não tinha dinheiro, mas tinha um suposto e parcial amor dentro de sua família. Enfim era um caminhante feliz e descolado com as coisas da vida, simplesmente ia estrada fora. Mas a vida dá suas quinadas, o tempo e a história são encíclicos. Sempre retornamos a algum ponto de nossa história ou retornaremos. Um dia este homem se achou diante de uma encruzilhada na sua melancólica e desconsolada peregrinação.
Parou! E agora?
Vou tergiversar um pouco sobre direita e esquerda, não no sentido político, mas no sentido escatológico. Jesus quando se aproximava da cruz, falou acerca do futuro, da parousia e nesta palavra profética ele falou sobre a direita e a esquerda. Ele disse assim: “Quando o Filho do Homem vier como Rei, com todos os anjos, ele se sentará no seu trono real. Todos os povos da terra se reunirão diante dele, e ele separará as pessoas umas das outras, assim como o pastor separa as ovelhas das cabras. Ele porá os bons à sua direita e os outros, à esquerda. Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: “Venham, vocês que são abençoados pelo meu Pai! Venham e recebam o Reino que o meu Pai preparou para vocês desde a criação do mundo... Depois ele dirá aos que estiverem à sua esquerda: “Afastem-se de mim, vocês que estão debaixo da maldição de Deus! Vão para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos!””. (Mateus 25.31-34).
Eis a grande encruzilhada do ser humano: o encontro com Jesus Cristo, que nos coloca diante do fato de precisarmos morrer para este mundo para vivermos para Deus. A semente se não morrer fica ela só, mas se morrer reproduz a trinta, sessenta e cem por um. Como diz o Senhor Jesus aos seus filhos: “24Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto. 25Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna.” (João 12.24-25). Multiplicação e morte. Morte para multiplicar. Que maravilha! Morra para o mundo, morra para os projetos da esquerda, dos cabritos. Existe o outro projeto de vida, o projeto das ovelhas do pastor supremo, do bom pastor: Jesus Cristo.
Este ser pensante, silogisticamente lógico, estava parado naquela encruzilhada. Ó havia um caminho a seguir, só havia uma perna da bifurcação para dar prosseguimento ao seu projeto de vida, até aqui inútil e melancólica. Mas agora, ao escolher o caminho (João 14.6), certamente tudo isso mudaria. A deprimente vida seria ceifada, e uma retumbante e alegre nova vida surgiria na regeneração provinda do amor divino pela humanidade, sensível, mas ainda irreconhecível. Deus quer salvar, todos nós teremos ou tivemos nossa encruzilhada. Todos nós fomos compelidos a seguir adiante, mas sempre pelo projeto de vida da direita do Senhor Jesus Cristo.
Quero concluir dizendo que hoje é o dia de aceitar o convite e receber a Cristo como Senhor e Salvador seu, e mudar totalmente sua vida, mudar seus valores, mudar sua trajetória, nascer da água e do Espírito, de novo. Faça isso agora, e junto comigo siga por esta nova trilha juncada de alegria e paz, emobra ainda contando com os espinhos do pecado, mas muito, muito mais com o amor de Jesus Cristo, nosso único e suficiente Salvador. A cruz é uma realidade! Mas é vida pura e simples.
(Rev. Maurício Ferreira)

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