2 de junho de 2011

SER? ou NÃO SER?


Quero fazer uso desta frase de william shakespeare para tirgiversar sobre o tema da hora entre os evangélicos hiperpreocupados com a questão da leis que o STF oficializou e que tramita no Congresso Nacional para aprovação.
Primeiro é bom salientarmos que existem coisas que irão acontecer, quer queiramos ou não. Isso quer dizer que o mundo, que a Palavra diz que jaz no maligno, não irá melhorar por nós estarmos aqui, mas pelo contrário ele só irá piorar. Por que? Ora quem administra o mundo é um Ser frágil, volátil, sugestionável e influenciável. A efemeridade humana não o deixa olhar para a racionalidade de uma vida de santidade e pureza. O homem é egoísta, é sectário. O homem é na verdade mal, mal caráter, corrupto. O homem não tem compaixão do próximo e não ama desinteressadamente como foi ensinado pelo autor e consumador da fé humana: Jesus Cristo.
Olhando para este ser podemos esperar outra coisa do mundo que não uma deterioração cada vez mais e mais perniciosa e corroedora da vida e da vida realmente boa. Assim, podemos concluir de forma inconclusa ainda que o homem, que vive nas mãos do ladrão que vem para roubar matar de destruir não deixará que o mundo se torne o céu, se torne um paraíso para se viver. E, interessamente ninguém deseja que o paraiso seja aqui, nem aqueles que creem no paraiso como sua morada futura. Por que? Porque o mundo é uma fonte que irá se esgotar mais cedo ou mais tarde. Seus recursos não são eternos. Mas no paraíso a árvore dará frutos todo ano, que trará alimento e saúde para seus moradores, é só vermos Apocalipse vinte e dois de um a cinco.
Aqui o homem pensa que está de pé, o cristão para Deus, o não cristão para si mesmo. Jesus alerta para observarmos pois, quem cai é justamente aquele que está de pé ou pensa estar. Cuidemo-nos! E este home pensa ainda que pode conduzir o destino do universo, pode fazer o que quiser, pode determinar o que já está determinado por Deus desde a eternidade como nos diz o salmista no Salmo cento e trinta e nove versículo dezesseis. Assim, surgem leis estapafúrdias, que pendem para defender ou ajudar algumas facções, mas que se esquecem do outro lado.
No mundo sempre existiram, de forma ficciosa os defensores dos fracos e oprimidos, os super heróis. Mas o mundo não entendeu ainda que quem defende o fraco e o oprimido, nã é um super herói, mas um filho dedicado, amoroso ao extremo, obediente até a morte: Jesus Cristo. Ele sempre se colocou ao lado do fraco, sempre olhou para o oprimido, sempre se mostrou solidário as classes mais injustiçadas, e interessantemente sem esquecer os demais, o opressor, o hipoteticamente forte, o que lidera e dá ordens e viveu pela e para fazer a justiça ser uma realidade inconteste no mundo que ele comanda. Isso mesmo, no mundo existe também o lado de Jesus Cristo, e não só do maligno. Na verdade, o mundo pertence a Deus como nos diz a Bíblia em Salmos vinte e quatro versos um e dois: “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam. Fundou-a ele sobre os mares sobre as correntes a estabeleceu”.
Isto posto, quero dizer que não é preciso espantar-se, Deus continua na direção da história do mundo. Mas ao mesmo tempo podemos nos preocupar porque, no mundo de nossos dias, o homem ainda pensa estar no controle. Os desembargadores acham que são os donos da verdade, e contudo cometem crassos erros em seus juízos contantemente, pois são homens, simplesmente homens, nem máquinas, nem infalíveis.
Ser ou não ser para mim é uma frase completa pois me coloca na posição de um servo que não se dobra ante o mundo, não se deixa influenciar e não se conforma, embora não brique, não esperneie, não grite, mas não se conforma pois confronta com o discurso da reconciliação todo dia. Falar é nossa missão. Falar com nossas vidas ilibadas diante do home, pois assim o são ante o trono de Deus todo tempo, representados por Cristo Jesus. Falar com nossas atitudes firmes diante da injustiça. Falar com a nossa voz forte ante a instabilidade do ser humano de nossos dias pós modernos. Ser, é absolutamente saber quem se é, e o que estamos fazendo aqui no Brasil.
Portanto, para mim ser é estar ao pé da cruz todo tempo. E não ser é ser totalmente contrário a todas as injunções humanas e seculares que infringem a Lei Maior da vida: a vontade Deus. Insto não negociamos, nem com o mundo deteriorado. SDG!
(Rev. Maurício Ferreira)

Nenhum comentário:

Postar um comentário