Interessantemente nós entendemos esta oração de forma
incorreta. Entendemos que buscar ao Senhor é uma iniciativa humana, até mesmo
por ser a religiosidade nata no coração do ser humano. Mas, até este
religiosismo nato é iniciativa divina, Deus se dispôs a revelar-se a nós, e na
sua revelação geral Ele nos permite ser gerados com esta característica. Então,
entendemos mal por quê? Porque quando o homem toma a iniciativa de “buscar” o seu “deus” ele erra, e seus erros são vistos nas mais diversas
expressões de religiosidade na história da humanidade.
Busquemos
ao Senhor sim. E o façamos iniciando uma caminhada rumo ao píncaro da glória
cristã. Vamos nos encaminhar para alcançar o ápice da história da humanidade
pecadora, a começar da reconciliação com o Senhor. Como pecadores, o Senhor no
diz através de Isaías que estamos apartados completamente do Altíssimo e
Santíssimo Deus(Isaías 59.2). O passo rumo à reconciliação é dado quando cremos
em Cristo Jesus como nosso Salvador (João 3.16-17). Ele se torna Senhor, e
condutor nosso, pois é o autor e consumador de nossa fé (Hebreus 12.2). Ele inflama
em nós a viva fé salvadora, que nos faz olhar para a história redentiva de
forma a acreditar nela. Dai, então, ao crermos não mais sofreremos a consequência
natural do pecado, a morte espiritual (Romanos 6.23; cf. João 3.16-18).
Busquemos
ao Senhor sim. Após iniciarmos a caminhada crendo na verdade libertadora: Jesus Cristo; temos uma caminhada
inteira rumo à promessa de vida e moradia eterna. Neste caminho, dia após dia,
vamos nos envolvendo mais e mais com as coisas de Deus e nos desvencilhando das
coisas da terra e da carne. Inicia-se um processo em nossas vidas chamado de
santificação. E então vamos trilhando o único, percebamos “único” caminho que nos conduz ao objetivo final do Pai que aguarda
seu filho no “caminho”. Jesus nos
fala que Ele é “...o caminho...”. Já
sabemos que ele é a verdade. A única verdade que liberta. Agora sabemos que Ele
é, também, o caminho. Ele nos fala que iria preparar-nos lugar, para que
fôssemos com Ele lá estar. Num local de vida, mas não simplesmente de vida, mas
vida eterna e abundante.
Busquemos
ao Senhor sim. Começamos a caminhada acreditando na paz que o Senhor Jesus pode
nos dar (Jo 14.27). Caminhamos no cotidiano, certos de que trilhamos o “único” caminho que nos pode conduzir ao
alvo divino, que além da reconciliação nos deseja junto dEle, lá no Seu céu. Caminhemos
convictos de que a vida também nos foi dada em Cristo Jesus, conscientes de que
quanto mais andaremos mais próximos estaremos de Deus, de que quanto mais o
tempo passa, mais certos ficamos da eternidade com Ele. Busquemos a Deus,
porque enquanto há vida, há também oportunidades, enquanto podemos pensar,
raciocinar e entender sua mensagem, discernida pelo Espírito Santo, temos o
privilégio de buscar o caminho correto, que vai bem além da religiosidade
efêmera que o ser humano pensa que pode encontrar nas mais diversas forma de
religiosismo. Busquemos a Deus porque além de ser uma ordem dEle (Isaías 55.6),
é também Ele quem nos motiva, dizendo-nos através do Unigênito Filho que “ninguém vem ao Pai a não ser por mim” (Jesus
em João 14.6).
Portanto,
preclaros leitores, quando pensamos em buscar ao Senhor, só o fazemos, ou somos
despertados a fazê-lo porque Ele nos buscou e encontrou desde a eternidade. Deus
tomou e continua a tomar a iniciativa, e porque nos dá o privilégio de pensar,
raciocinar e tomar atitudes, movidas pelo “Emanuel”
Espírito Santo, nos enganamos pensando que a iniciativa é nossa, o grande erro
do arminianismo humanista hodierno. Somos os mais felizes dos homens quando
entendemos que podemos viver descansando no Criador e Senhor nosso desde a
eternidade. Busquemos, busquemos sim ao Senhor, porque ainda podemos fazê-lo,
estamos vivos, podemos compreender a sua mensagem sagrada, diz-nos o salmista
que “os mortos não louvam ao Senhor”
(Salmo 115.17). Pois aqueles que vivem, em Cristo Jesus, certamente fazem o
contrário, hoje e para sempre (Salmo 115.18). Pensemos nisso. A hora é agora (Isaías 55.1-13).
Este é o chamado à graça! E ele de graça.
(Rev. Maurício Ferreira)
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