Dai, paro para pensar na vida do ser humano, na vida do ser humano adolescente, destes seres que saíram de uma fase escolar e começam a trilhar os caminhos de uma graduação escolar, começando a pensar no futuro. Embora, alguns, isto é, a maioria dos adolescentes da igreja ainda esteja na chamada pré adolescência, período de aprendizado básico, de formação de caráter e personalidade, período de integral dependência dos pais na área emocional e financeira, eles já têm uma visão do futuro, pois a Palavra de Deus, a Bíblia que seguem e leem lhes traz este desafio: pensar no presente e projetar nele o futuro.
Olhando assim a vida, remeto-me ao texto de Salomão no alto de sua sabedoria, quando ele chama-nos a vivermos uma vida em que nossas vestes deverão demonstrar sempre a alvura da santidade e em nossa cabeça jamais deverá faltar o brilho oleoso da unção divina (Eclesiastes 9.8). Porque de uma forma bem esquisita, Salomão fala pra gente que aparentemente somos todos iguais como criaturas de Deus, que não existe diferença na vida do justo e do injusto, que assim como morre um morre o outro, o que nos faz, de forma insensata desejar somente o pragmatismo desta vida e esquecer que existe um alvissareiro futuro para todo aquele que crê em Jesus (João 3.16). Caminhando por esta esquisita trilha, aos nossos olhos e mente, Salomão chega ao ponto nevrálgico da vida, talvez o mais doloroso que são as decisões cotidianas.
Ele diz que o coração tem desejos, vontades (Eclesiastes 11.9), e Jeremias nos diz que ele, o coração, é enganoso e demasiadamente corrupto (Lamentações 17.9), portanto, Salomão, nos convida a andar pelos caminhos do coração, a nos alegrarmos nos vaidosos dias de nossa mocidade, a nos deleitarmos nestes dias com o que veem os nossos olhos, nos românticos anos da primavera da vida, quando tudo é belo, tudo é atraente, tudo é agradável, tudo é diferente, principalmente o inusitado, o desconhecido e o proibido. É ou não é um convite esquisito para o adolescente, para o moço cristão? Sim, é muito esquisito tudo isso, parece uma desenfreada liberdade que poderá levar o jovem aos descaminhos, que a princípio parecem ser bons, mas ao final darão em caminho de morte (Provérbios 14.12). Assim, existem convites, que devem ser analisados de forma completa, para aquele que é um ser racional, criado por Deus para ser seus filhos.
Este convite salomônico é indubitavelmente assim, esquisito, ele nos chama a nos alegrarmos, o que é legítimo, a vivermos conforme os desejos do nosso coração, a deleitarmo-nos com o que veem nossos olhos, porém sem nos esquecermos que somos adolescentes, jovens, moços e adultos que pertencem ao Senhor, pois comprados fomos por um alto preço, o preço da cruz. Devemos nos lembrar que por mais gostoso que seja viver o dia de hoje plenamente, não podemos esquecer nossa origem, somos do Senhor (Romanos 14.8), vivos ou mortos fisicamente. Somos chamados a pensar que o juízo é uma realidade para o ser humano, e por isso devemos olhar também para a volta de Cristo, para o dia da grande vitória do Cordeiro, e que nossa vida eterna será o prêmio para aqueles que forem chamados para sua direita (Mateus 25.34). Tira portanto, do teu coração enganoso o desgosto, remova de tua concupiscente carne todo mal, porque tudo que seus olhos vê e teu vaidoso coração deseja pode ser somente caminho de morte e não de vida (Eclesiastes 11.10).
Portanto, amado(a) moço(a) na primavera da vida, quero conclamá-lo(a) hoje a ser esquisito, para o mundo, diferente para o mundo, para fazer diferença ante o mundo e por mais que o moços natural te olhem e te achem esquisito, estranho, por não fazer as mesmas coisas que ele faz, tenha coragem para ser esquisito, tenha compromisso para mostrar que o evangelho é loucura para o mundo, mas para você é o caminho pra vida e o poder de Deus. Seja esquisito, seja estranho, seja diferente mas, em nome de Jesus, faça diferença, pois você é um moço cristão, um moço que acredita que a cruz é a mais bela notícia que recebeu, e que pode ser a maior notícia que o seu amigo, colega, parente poderá receber como dádiva na vida. Ser diferente, esquisito, com Jesus, é normal.
(Rev. Maurício Ferreira)

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