17 de outubro de 2013

OUTUBRO

Outubro é um mês muitíssimo significativo para mim. Ele tem algumas marcas que se tornaram indeléveis à medida que o tempo foi passando. Marcas que se tornaram marcos e que não nos deixam passar por outubro sem pensar na inefável graça de Deus. Os marcos são as referencias que nos fazem caminhar para frente com a certeza de que estamos realmente andando, progredindo, continuando firmes rumo a imarcescível coroa da glória do Senhor.

Quanto outubro chega olho para o seio de minha família e me vejo grato ao Santo Pai por tudo que ele me tem dado de amor e graça. Meus irmãos fazem aniversário nos dias três e onze. Um já está passeando pelos campos do “cabo da boa esperança”, a outra esta nos tempos da maturidade feminina. Ambos amorosos e amados, que vem depois de mim na história da família Martins Nascimento, pois hoje vivo, se assim desejasse, como um patriarca no seio desta família. Minha primogênita também completa sua existência no dia nove, caminhando nos rincões da graça divina, ela ultrapassa a barreira da primeira juventude para a segunda, enquanto se aproxima da meia idade a largos passos. Nestes tempos, também me dá a alegria de mais uma vez me tornar um abençoado servo de Deus que vê os, e agora já posso mencionar no plural, “os” filhos dos filhos. Abençoado homem que sou, pois Deus me presenteia com tão belas alegrias inenarráveis. Minha primeira neta completa mais um mês em sua tenra e florescente vidinha nos dando a alegria de a cada dia descobrir uma faceta inédita de um sorriso gracioso e uma existência feliz ou “Fe+Lis=Alice”.

O mês de outubro também me leva à história da humanidade e me coloca diante da marca religiosa, quando me pego a pensar no Deus ativo que nos cuida neste planeta terra. Vejo-me passeando pelos campos do Castelo de Wittemberg, na velha Alemanha e percebendo que Deus havia agido por intermédio de um servo seu, mudando os rumos do cristianismo, em todos os seus aspectos, pois levou todos a pensar na santidade da religiosidade, na origem e égide da religião de sempre. Fez o homem perceber, que mesmo ele querendo, a Igreja verdadeira não está em suas mãos, mas nas mãos de Deus. O homem tenta, mas somente Deus realiza, pois somente ele tem nas mãos as sete estrelas (Apocalipse 1.12-20). É bom pensar na história e no Deus da história, e outubro é um mês que nos leva a fazer isso, pois são acontecimentos de nossos dias, da Igreja moderna. Quem tem razão, só Deus, os homens erram sempre. Visualizo também, na história comercial de nossos tempos o dia da criança. Esta figura tão importante e imponente nos campos da vida. Alegram o coração da gente, enchem os nossos dias, mostram que Deus é paciente e gracioso para conosco. Bom demais. O professor é homenageado também neste mês. Tão preciosa peça na vida de cada um de nós no princípio dela e tão desvalorizado por nós quando nos tornamos quem somos, tendo o impulso de nossos primeiros passos na educação em suas mãos preciosas.

Dai, posso ou não me alegrar quando entramos neste mês tão especial, principalmente para a minha família? Concluo que posso me alegrar, por tudo que visualizo em uma rápida análise, e posso me alegrar, pois me vejo abençoado pelo Deus da história, da minha história. Obrigado Santo Pai eterno por tudo que me tens dado e por tudo que posso esperar ainda de suas graciosas mãos, neste e nos próximos outubros que me darás.


(Rev. Maurício Ferreira)

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